segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Concorrência com base nos outcomes

O Boston Consulting Group publicou no mês passado um pequeno documento intitulado "Competing on Outcomes: Winning Strategies for Value Based Health Care". Basicamente considera que a concorrência com base nos resultados (outcomes) pode ocorrer a 3 níveis. Num primeiro nível, a disponibilização e a comparação de resultados entre diferentes prestadores aumenta a transparência e reduz variações de prática. Dá o exemplo da Martini-Klinik, um centro alemão de tratamento de cancro da próstata, onde o registo de todas as complicações ao nível de cada cirurgião permitiu obter resultados melhores que a média alemã, quer em termos de disfunção erétil, quer em termos de incontinência urinária.  Num segundo nível, os pagamentos podem ser associados aos resultados obtidos (por exemplo, em cirurgias da anca e do joelho). Num nível mais elevado, poderá existir a responsabilização pelos resultados de saúde de uma determinada população (capitação ajustada pelo risco). O documento reflete ainda sobre as implicações que estas alterações podem ter sobre os agentes da cadeia de valor do setor da saúde. Por exemplo, se um melhor diagnóstico e uma maior adesão à terapêutica podem conduzir à obtenção de melhores resultados, as companhias farmacêuticas devem repensar se não podem ter interesse em entrar em atividades a montante (diagnóstico e prevenção) ou a jusante (monitorização e acompanhamento do tratamento). Para além disso, devem analisar a importância dos sistemas de informação para a sua atividade.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

António Ferreira na FEP

No âmbito do Mestrado em Finanças e Fiscalidade, António Ferreira vem à Faculdade de Economia do Porto, no próximo dia 12 de fevereiro, pelas 18.00. Mais informação aqui.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Compra de medicamentos em modelo de partilha de risco

Segundo uma notícia publicada hoje no Jornal Sol (aqui), "os hospitais vão poder comprar um dos novos remédios para a hepatite C (Boceprevir) e pagar apenas os tratamentos dos doentes que ficarem curados." Uma notícia para ir acompanhando...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Fusões hospitalares e economias de escala


No passado mês de dezembro foi publicado no European Journal of Health Economics este artigo de Helda Azevedo e Céu Mateus onde se avalia a criação de centros hospitalares, em Portugal. A análise do período 2003 a 2009 sugere a existência de uma dimensão ótima de cerca de 230 camas. Analisando ainda as fusões ocorridas entre 2004 e 2007 conclui-se que existe um aumento estatisticamente significativo dos custos de cerca de 8%.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A importância das críticas construtivas


Foi publicado um post no Blog da Harvard Business Review (aqui) onde se conclui que as pessoas acreditam que a crítica construtiva dos seus superiores hierárquicos (se efetuada de forma adequada) é essencial para o desenvolvimento da sua carreira, embora os líderes não se sintam muito confortáveis a efetuar críticas negativas. Curiosamente, esta conclusão vem ao encontro do trabalho de investigadores da área da Psicologia, como Nemeth, que se têm dedicado a estudar a importância das críticas abertas, por exemplo nos grupos de trabalho, para possibilitar uma melhor tomada de decisão.

Num dos seus estudos, Nemeth realizou uma experiência com estudantes que tinham de propor soluções para a resolução de um problema de congestionamento de trânsito. Um primeiro grupo trabalhou de acordo com as regras do brainstorming (não sendo permitidas críticas). No outro grupo, os elementos foram incentivados a apresentar todas as ideias que tivessem, mas foi sugerido o debate e a crítica. Num terceiro grupo nada foi dito quanto às regras de decisão. Os resultados do primeiro grupo superaram os resultados do terceiro. Mas o mais criativo foi sem dúvida o segundo (+ 20% de ideias). E, quando decorrido algum tempo, os participantes individuais de cada grupo foram individualmente questionados quanto a ideias adicionais para resolver o problema, os que tinham integrado o grupo onde se incentivam as críticas apresentaram 7 ideias novas, contra apenas 3 ideias dos restantes grupos. O desacordo e a exposição a perspetivas não familiares estimulará a criatividade, porque encoraja a compreender melhor o trabalho dos outros e a procurar apoio para defender os pontos de vista individuais. O debate pode não ser agradável, mas será certamente mais produtivo. Estas conclusões e outras semelhantes são apresentadas neste excelente artigo de Jonah Lehrer, de 2012, no The New Yorker.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Bad Pharma (2)

O livro Bad Pharma comentado num post anterior (aqui) e o movimento para uma maior divulgação da informação contida nos ensaios clínicos (ver site All Trials) continuam a merecer atenção internacional. Na Health Affairs acaba de ser publicado um comentário ao livro (aqui), referindo que a sua ideia fundamental é que "O sol é o melhor desinfetante", uma famosa citação de Lois Brandeis. Porém, há que ter consciência que a transparência não está isenta de potenciais problemas (veja-se, por exemplo, aqui e aqui).