Têm estado a ser defendidas na Faculdade de Economia do Porto várias dissertações e relatórios de estágio realizados no âmbito do Mestrado em Gestão e Economia dos Serviços de Saúde. Podem consultar aqui os títulos dos trabalhos em causa. Oportunamente, procurarei dar a conhecer as principais conclusões de alguns desses estudos. Relembro ainda que as provas são públicas.
O objetivo deste blog é divulgar os principais eventos relevantes para a gestão de instituições de saúde, em especial na região norte de Portugal, bem como dar a conhecer novos artigos e informação importante no domínio da Economia da Saúde.
sábado, 19 de novembro de 2016
A semana em revista
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Seminário sobre "Gestão de cuidados de saúde primários", na FEP, com António Alves
Realiza-se no próximo dia 27 de outubro, na Faculdade de Economia do Porto, um seminário sobre "Gestão de cuidados de saúde primários", em que o orador convidado é António Alves, Diretor Executivo do ACES Feira-Arouca. O seminário realiza-se às 18.30 na sala 609. Este seminário é realizado no âmbito do Mestrado em Gestão e Economia de Serviços de Saúde da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Seminário sobre "Contratualização e financiamento de serviços de saúde", na FEP, com Luís Matos
Realiza-se no próximo dia 20 de outubro, na Faculdade de Economia do Porto, um seminário sobre "Contratualização e financiamento de serviços de saúde", em que o orador convidado é Luís Matos, administrador do Hospital da Prelada. O seminário realiza-se às 18.30 na sala 609. Este seminário é realizado no âmbito do Mestrado em Gestão e Economia de Serviços de Saúde da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Seminário com Eurico Castro Alves sobre Políticas da Saúde e do Medicamento
Realiza-se no próximo dia 6 de outubro, na Faculdade de Economia do Porto, um seminário sobre "Políticas da Saúde e do Medicamento", em que o orador convidado é Eurico Castro Alves, ex-Secretário de Estado da Saúde. O seminário realiza-se às 18.30 na sala 609. Este seminário é realizado no âmbito do Mestrado em Gestão e Economia de Serviços de Saúde da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Sugestões de leitura e de fontes de informação
Recentemente a OCDE disponibilizou no seu site informação que permite analisar as características principais de diferentes países do mundo, com base em informação de 2016.
Apoveito ainda para recomendar algumas leituras:
- O último número da Health Economics, Policy and Law inclui um artigo de Culyer sobre os thresholds em saúde - o artigo pode ser livremente acedido aqui.
- Um dos conceitos importantes quando falamos em inovação é o da inovação frugal. A inovação frugal enfatiza tipicamente os custos baixos, a simplicidade, a robustez e uma manutenção fácil. Um dos últimos números da Strategy and Business apresenta um exemplo interessante com um equipamento de TAC desenvolvido pela Siemens para o mercado chinês. São apresentados ainda outros exemplos de empresas que têm apostado na inovação frugal como forma de crescimento.
- O post "Reducing Low-Value Care" no blog da Health Affairs sobre o desperdício em saúde e possíveis formas de o diminuir;
- Uma notícia do Wall Street Journal onde se dá conta da possibilidade já existente hoje em dia de abrirmos as portas de casa ou do escritório através de implantes colocados debaixo da pele.
Boas leituras!
Seminário sobre "Sistemas de apoio à gestão hospitalar" com Rui Pedroso
Realiza-se amanhã (dia 29 de setembro), na Faculdade de Economia do Porto, um seminário sobre "Sistemas de apoio à gestão hospitalar: o Business Intelligence do CHP", em que o orador convidado é Rui Pedroso, do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Porto. O seminário realiza-se às 18.30 na sala 609.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Sugestões de leitura
Em período de férias, aqui ficam algumas sugestões de leitura e reflexão:
1. Um artigo de Álvaro Almeida no Jornal Público hoje sobre "Os atrasos na Saúde";
2. Um artigo de Robert Frank no The New York Times com o sugestivo título "The Incalculable Value of Finding a Job You Love". Vale a pena ler. Aqui ficam algumas ideias: i) "As economists have long known, jobs that offer more attractive working conditions — greater autonomy, for example, or better opportunities for learning, or enhanced workplace safety — also tend to pay less."; ii) um aspeto a ter em conta na satisfação no trabalho é em que medida estamos ou não de acordo com a missão da nossa entidade empregadora - num estudo em que se apresentaram duas propostas de emprego com remuneração e condições de trabalho idênticas a estudantes finalistas, estes optaram pela possibilidade de realizar uma campanha publicitária para a American Cancer Society no sentido de desencorajar o consumo de tabaco, em vez de realizar uma campanha para uma empresa tabaqueira no sentido de encorajar esse consumo (quase 90% escolheram a primeira opção). Além disso, para escolherem a primeira alternativa em vez da segunda exigiam um acréscimo salarial de mais de 80%. iii) A conclusão do artigo: "Resist the soul-crushing job’s promise of extra money and savor the more satisfying conditions you’ll find in one that pays a little less."
3. um post assinalando eventuais excessos de utilização de raio X dentários aqui - como sabe quem leu o meu trabalho Outsourcing no Setor Hospitalar, a utilização de radiação em excesso nos exames imagiológicos é um tema que devia merecer mais atenção. Com efeito, como tive oportunidade de aí explicar, "alguns exames, como as TACs, expõem os doentes a doses de radiação ionizante muito elevadas. Da realização de demasiados procedimentos avançados podem resultar doses de radiação acumulada significativas com (eventuais) consequências negativas na saúde dos doentes. Segundo Brenner e Hall (2007), um raio X abdominal envolve uma dose de radiação que é, pelo menos 50 vezes, inferior à dose correspondente numa TAC abdominal. O “ruído” nas imagens é tanto maior, quanto menor a dose de radiação utilizada. A radiação nas crianças é particularmente preocupante, quer porque elas são mais sensíveis à radiação, quer porque, após a radiação, vivem maior número de anos, durante os quais podem desenvolver doenças do foro oncológico originadas por aquela. Os referidos autores fazem alusão a um estudo onde se sugere que cerca de um terço das TACs realizadas em crianças poderiam ser substituídas por exames alternativos (ou não ser efectuadas). Em especial, tem vindo a ser questionado o seu uso como mecanismo de diagnóstico da apendicite aguda nas crianças, assim como a sua utilização em situações como ataques de epilepsia, dores de cabeça crónica, etc. Brenner e Hall (2007) estimam, inclusivamente, que 1,5 a 2% de todos os casos de cancro, nos EUA, podem ser resultantes da radiação atribuível a TACs. Esta situação é ainda mais inquietante, porque é desconhecida por muitos profissionais de saúde. Num inquérito realizado nos EUA, concluiu-se que apenas 9% dos médicos que prescreveram TACs em casos de dor abdominal e de flanco, acreditavam que os exames envolvidos estavam associados a risco acrescido de cancro. Nos radiologistas, essa percentagem, apesar de muito superior (47%), não atingiu os 50% (Lee et al, 2004)."
4. Por fim sugiro um vídeo sobre o problema da utilização off-label de medicamentos (aqui).
Boas leituras e umas excelentes férias!
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